Essa frase "Ela foi pra céu, virou estrelinha" é a frase que uso e a que mais ouço os pais falando para os seus pequenos.
Recentemente
tive uma perda, uma tia faleceu, quando ela ainda estava doente
comentei em casa com os pequenos, juntos oramos, conversamos e no outro
dia minha Tia faleceu. Fui ao velório sozinha, não os levei, primeiro
porque fui de madrugada, outra coisa não acho muito aconselhável
crianças em velórios, apesar de ser uma tia minha, parente deles mas não
eram próximos, claro que toda regra a excessão, mas desta vez não pude
leva - los.
Vou deixar aqui algumas dicas que encontrei e achei bacana.
. A partir de que idade se deve falar de morte com as crianças?
Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade do pequeno. “Aos 4 ou 5 anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações”, explica o coordenador do curso de Tanatologia (Educação para a Morte) da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, Franklin Santana Santos. O que se deve fazer é ir educando seu filho através de exemplos práticos do ciclo da natureza. Semeie uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também
Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade do pequeno. “Aos 4 ou 5 anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações”, explica o coordenador do curso de Tanatologia (Educação para a Morte) da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, Franklin Santana Santos. O que se deve fazer é ir educando seu filho através de exemplos práticos do ciclo da natureza. Semeie uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também
. Crianças podem ir a velórios ou enterros?
Não se pode forçar, mas elas se beneficiam de participar junto aos
adultos deste ritual de passagem. “Explique direitinho o que é um
velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Mas nunca decida pela
criança a deixá-la de fora”, indica Silvana Rabello, professora do curso
de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo). Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida,
inclusive os pequenos. E não se preocupe: os especialistas concordam que
velórios e enterros não traumatizam as crianças.
. Como contar para elas que alguém que conhecem morreu?
Não esconda nada, muito menos invente histórias para poupar os pequenos.
Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa
viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da
letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja
nunca volta.
É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, que
pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando
maneiras de chegar até ele. “As crianças de até cerca de 10 anos não
abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos
subjetivos. Elas pensam de forma concreta e constroem os conceitos a
partir do concreto”, enfatiza Deusa Samú, psicóloga clínica especialista
em luto.
. Quando ela pergunta o que significa morrer, como explicar?
“Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade”, aconselha Deusa.
Depois, explique que nem todos pensam como papai e mamãe. Dê as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: “seja honesta”. Nem sempre você terá todas as respostas. Que tal dizer “não sei” e se propor a buscar as explicações junto com seu filho? . Qual a melhor forma de ajudar a criança durante o luto?
Demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou o pequeno pode começar a pensar na mortalidade deles.
“Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo”, indica Silvana.
É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns começam a ir mal na escola, ficam hiperativos ou fazem xixi na cama. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.
Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Mas, depois de certo tempo, acontece o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.
Fonte: Delas - iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/ seis-respostas-como-falar-de-m orte-com-as-criancas/n12377947 85122.html
“Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade”, aconselha Deusa.
Depois, explique que nem todos pensam como papai e mamãe. Dê as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: “seja honesta”. Nem sempre você terá todas as respostas. Que tal dizer “não sei” e se propor a buscar as explicações junto com seu filho? . Qual a melhor forma de ajudar a criança durante o luto?
Demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou o pequeno pode começar a pensar na mortalidade deles.
“Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo”, indica Silvana.
É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns começam a ir mal na escola, ficam hiperativos ou fazem xixi na cama. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.
Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Mas, depois de certo tempo, acontece o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.
Fonte: Delas - iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/



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