quarta-feira, 17 de maio de 2017

UM VíNCULO CHAMADO AVÓS

Se existir um AMOR tão puro, doce e forte que amor de avós e netos eu desconheço, claro que vão dizer e o amor de mãe? A esse amor ai quando se torna avós é um vínculo muito forte, imagina você mamãe ver crescer na barriga da sua filha ou nora um ser tão pequenino que será a continuidade da sua história, sua vida, seu sobrenome, seu amor...
Claro que existem AVÓS E avós né, vimos todos os dias na tv coisas tristes sobre abuso de avós com netas, também vimos constantemente avós distantes de corpo e alma, laços que nem ao menos se formaram...
Eu hoje tenho a honra de ver meus filhos com os avós tão próximos, tão presentes, mesmo não morando próximos a  nossa casa eles não medem esforços pra estarem perto dos netos e filhos. Moravamos em Curitiba e eles foram pra lá, passar aniversários, passar Natal e um detalhe minha mãe não entra em avião e meu pai não dirige em estradas, ou seja pegam ônibus e isso significa que do interior de SP até onde moravamos levavam 10h, mas o AMOR por todos nós é muito maior!!
Eu me emociono a cada tchau que tenho que dar a eles, são idosos, e eu vejo a vida passando tão rápido, dá um medo enorme de perde-los!
Aqui em casa quando eles chegam meus filhos ficam doidos, uma alegria tão grande, meu pai é o vovô do doce, ele chega sempre com algum doce, porque ele mesmo não vive sem o docinho dele, ontem ele veio em casa com uma caixa de bombons e de Bis, imagina a loucura :)
Vejo que eles fizeram um trabalho tão lindo, tão simples na vida de nós suas filhas, que hoje minha irmã Viviane é minha melhor amiga, a mais nova também temos uma ligação fortissima e meus filhos adoram as duas. A educação dos meus pais nos ajudou a dar valor a familia sempre, a colocar nossa história juntas em primeiro plano e hoje esse amor e vínculo existe, graças ao AMOR deles por nós. Meu marido por exemplo as vezes me fala: tô com saudades do seu PAI...
Hoje posso ver nos meus filhos sobre a importância da familia, da importância em manter viva o vínculo entre eles 3, a importância de estar juntos aos tios, avós etc e vejo eles aprenderem direitinho, pois quando se encontram pode ser dias consecutivos eles ficam muito felizes e meu marido e eu também!!
Desejo do fundo do meu coração, que todas as familias possam sentir esse AMOR, carinho e alegria que é estar perto, próximos da nossa FAMILIA. 



 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Virou " ESTRELINHA"

Essa frase "Ela foi pra céu, virou estrelinha" é a frase que uso e a que mais ouço os pais falando para os seus pequenos.
Recentemente tive uma perda, uma tia faleceu, quando ela ainda estava doente comentei em casa com os pequenos, juntos oramos, conversamos e no outro dia minha Tia faleceu. Fui ao velório sozinha, não os levei, primeiro porque fui de madrugada, outra coisa não acho muito aconselhável crianças em velórios, apesar de ser uma tia minha, parente deles mas não eram próximos, claro que toda regra a excessão, mas desta vez não pude leva - los.
No outro dia fui bombardeada de perguntas pelos pequenos, queriam saber onde o morto estava (palavras deles), caixão?? o que é isso? pra onde ela foi depois?? enfim muitas perguntas e eu pisando em ovos pra responder.
Como já passei por isso com o Mateus e digo que não foi fácil, pois aos 6 anos ele desenvolveu um pânico enorme, tinha medo de ficar sem a mamãe, de que eu morresse. Então quando eu me afastava ele ficava enloquecido, quando ia pra casa do pai dele ai o bicho pegava, me ligava pedindo pra eu olhar para os lados pra atravessar as ruas, dizia que havia pensado, sonhado que eu havia sido atrapelada por um onibus e morria em seguida, sem contar as noites que ia ao meu quarto chorando achando que eu estava morta, foi uma fase dificil e muito longa, pelo menos por uns 3 anos.
Tivemos acompanhamento com Psicologo mas nada ajudava, como somos Evangélicos, nos firmamos em oração, pois era muito triste. As coisas após 3 anos ja havia melhorado bastante, mas não 100%. Quando ele já estava com quase 10 anos, após um culto que fomos e pedirmos orações, nosso Mateus ficou 100% , que alivio pra todos nós, meu coração voltava a ter paz!
E agora tem os dois pequenos pra podermos deixa los seguros e não passarmos novamente por esses problemas.
Peguei alguns livros infantis pra me ajudar, a idade deles tem que ser mais lúdico, então os livros vão nos ajudar bastante.

Vou deixar aqui algumas dicas que encontrei e achei bacana.


. A partir de que idade se deve falar de morte com as crianças?

Não existe idade certa para tocar no assunto. O ideal é que se espere a necessidade, seja pelo falecimento de alguém conhecido ou a curiosidade do pequeno. “Aos 4 ou 5 anos as crianças começam a entender as relações da vida e a ter acesso maior às informações”, explica o coordenador do curso de Tanatologia (Educação para a Morte) da Disciplina de Emergências Clínicas da FMUSP, Franklin Santana Santos. O que se deve fazer é ir educando seu filho através de exemplos práticos do ciclo da natureza. Semeie uma plantinha e vá mostrando como ela nasce, cresce, adoece e morre. Aquele feijãozinho plantado no algodão pode ser um ótimo aliado. Cantigas, livros infantis e filmes que tratam do assunto também
. Crianças podem ir a velórios ou enterros?

Não se pode forçar, mas elas se beneficiam de participar junto aos adultos deste ritual de passagem. “Explique direitinho o que é um velório e um enterro e pergunte se ela quer ir. Mas nunca decida pela criança a deixá-la de fora”, indica Silvana Rabello, professora do curso de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. E não se preocupe: os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças.

. Como contar para elas que alguém que conhecem morreu?

Não esconda nada, muito menos invente histórias para poupar os pequenos. Frases como “ele dormiu para sempre”, “descansou” ou “fez uma longa viagem” só vão confundir a cabeça infantil. Crianças levam tudo ao pé da letra e podem achar que a vovó vai acordar ou que todo mundo que viaja nunca volta.
É muito comum também usar a famosa “o vovô virou uma estrelinha”, que pode levar a criança a acreditar nisso literalmente e ficar elaborando maneiras de chegar até ele. “As crianças de até cerca de 10 anos não abstraem. O seu psiquismo em construção não consegue captar os conceitos subjetivos. Elas pensam de forma concreta e constroem os conceitos a partir do concreto”, enfatiza Deusa Samú, psicóloga clínica especialista em luto.

. Quando ela pergunta o que significa morrer, como explicar?

“Primeiro, elabore seus próprios conceitos sobre a morte e sobre a possível continuidade da vida, porque só poderemos responder às crianças respeitando nossa própria verdade”, aconselha Deusa.

Depois, explique que nem todos pensam como papai e mamãe. Dê as versões de outras religiões, inclusive do ateísmo. Mais uma vez vem o conselho de todos os especialistas: “seja honesta”. Nem sempre você terá todas as respostas. Que tal dizer “não sei” e se propor a buscar as explicações junto com seu filho? . Qual a melhor forma de ajudar a criança durante o luto?
Demonstre que, como ela, você também está sofrendo e sente saudades. Deixe que a criança fale sobre seus sentimentos e, acima de tudo, dê apoio e acolhimento. Garanta que ela nunca estará sozinha e sempre haverá alguém para cuidar dela. Isso porque o ente que se foi pode ser um dos pais ou o pequeno pode começar a pensar na mortalidade deles.
“Não exclua as crianças das conversas, da tristeza. Ouça o que elas têm pra falar ou peça para que desenhem o que estão sentindo”, indica Silvana.
É natural que os pequenos apresentem mudanças de comportamento depois que recebem a notícia da morte de alguém com quem convivem. Além do choro e da raiva, alguns começam a ir mal na escola, ficam hiperativos ou fazem xixi na cama. Considere a ajuda de um psicólogo e até da escola. É importante que a criança sinta que tem o apoio e a atenção dos colegas e dos professores.
Como acontece com os adultos, a memória afetiva nunca vai desaparecer. Mas, depois de certo tempo, acontece o chamado luto saudável, quando se percebe que é possível se lembrar do ente querido de forma leve e sem sofrimento.
Fonte: Delas - iG @ http://delas.ig.com.br/filhos/seis-respostas-como-falar-de-morte-com-as-criancas/n1237794785122.html


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